domingo, 3 de janeiro de 2010

2000's - Retrospective Show

Fim de década e o que eu ouvi?

É engraçado dizer isso, mas: sou geração 2000. A maior parte da minha memória, até agora, está nos últimos dez anos. Resolvi fazer uma retrospectiva com a seguinte regra: artista da década, que marcou o tal ano.

Ah, fui corajosa... Tem coisas censuradas e outras, que ainda sim, envergonharia muita gente. haha


2000 – Britney Spears

O mundo não havia acabado. Backstreet Boys e Spice Girls estavam em decadência, mas havia uma mocinha nova no pop. Loira, bonitinha, pura (tá boa). Pré-adolescência e fomos dançar Britney na casa das amigas.



2001 – Cássia Eller

Bug do milênio também tinha falhado. Em setembro, uns aviõezinhos em prédios gigantes nos Estados Unidos atrapalharam nossa sessão de desenhos animados. E ainda, por cima, quando descubro algo realmente bom na música feita no Brasil… ela morre. Não foi fácil ter 13 anos em 2001.


2002 – Linkin Park

Essa foi a época que as aulas de inglês do colégio me foram mais úteis. Além das músicas do momento, a teacher apresentava coisas do nível de The Police. Mas, foi a mistura de hip hop e rock quem me mostrou o mundo das guitarras pesadas. Continuei ouvindo Linkin Park com mais interesse nos dois anos seguintes e, dessa parte, não me envergonho.


2003 – Avril Lavigne / T.A.T.U. / Blink – 182

Porta para descoberta de várias coisas. Febre no colégio: gente andando de gravata para todo lado, grupinho em volta de poster das garotas russas do T.A.T.U. (exótico). Comecei minha jornada oficial no rock mas ou menos nessa época. E várias coisas rolando no Brasil: Autoramas e uma baiana roqueira? Pois sim.


2004 – Pitty / System of a Down / Dominatrix

Momentos de auto-afirmação. Explosão, aquisição de valores e formação de caráter. Muita coisa que comecei a ouvir essa época decidiria alguns rumos da minha vida. Precisávamos de uma decisão, identidade. A resposta veio, seja na música pesada na voz de árabes ou no punk.

"Eu não preciso de garotos / Eu posso usar minha própria mente / Eu não preciso de nada de você / Não aprendi nada hoje, não quero ir pra escola / Eu posso aprender com as notícias/ Eu posso aprender lendo um livro.”


2005 – Cansei de Ser Sexy

Até hoje nunca vou me perdoar por não ter ido num show, simplíssimo, realizado aqui no Centro Cultural Martim Cererê. Imaginem: uma designer com potenciais performáticos + um bando de meninas divertidas + um cara esperto = o electro-rock mais legal do mundo. Era um tipo de música dançante inédito e presente ainda hoje in my baladz. Mas, aquele era o princípio.


2006 – Dance of Days

Era o auge do Emotional HardCore, mas ainda teimo em repetir: Dance não é emo. É, aliás, uma das bandas brasileiras da atualidade com letras de melhor talento. E outra: não existe nada melhor para ouvir durante uma fossa digna.


2007 – Franz Ferdinand

Nunca fui muito fã dessas bandas que estão no altar indie. Porém, “Take me out” foi a única música marco que me recordei desse ano. Era vinheta do programa de rádio que eu trabalhava que, no ano seguinte, virou um festival. Mas assim… nada demais. Já havia descoberto os LP’s dos Smiths no estúdio da rádio e eram mais interessante.


2008 – Keane / Coldplay

Garotos ingleses. Essa premissa já é meio caminho para me agradar. Keane surgiu como um som agradável, denso quando necessário, e acima de tudo, bonito. Coisas que escrevi na época: “Vocal comovente, pegada firme de guitarra, além do teclado que encanta. Sonhos, afogamentos, e claro, os amores perdidos…tudo ali na letra.”

Quanto ao Coldplay… foi uma surpresa. Antes do álbum “Viva la Vida” nunca nada, além de “Clocks”, me chamou atenção. Yellow era uma chatice e Fix You drama sem emoção. Até que, as canções do álbum mais recente sintonizaram com as minhas vibrações. Vide “Lost!” e “Lovers in Japan”.



2009 – Lady GaGa

Adoro criticar e odeio pagar a língua. No dia-a-dia essa coincidência é constante mas, se tratando de música, ela quase nunca ocorre. Quando ouvi falar de Lady Gaga, pensei “aah… mais uma”. Mas não é, colega. Primeiro, ela não é bonita. Segundo, canta de verdade. Terceiro, e o mais importante, arrasa no bizarro. E tem muita coragem para isso. Outra coisa que sei valorizar: o clipe. Tem dois jeitos de produzir bons clipes: criatividade + sem dinheiro ou com dinheiro. Com dinheiro na jogada e com uma mente toda trabalhada na loucura nasceram jóias do século. Um viva aos clipes espetacularmente criativos!



p.s.: Nota para o (meu) futuro: a década musical começou parecida com o fim.

Até 2020.

2 comentários:

Cindy F. disse...

ai, que loucura!
acho que segui mais ou menos o mesmo caminho que você!
com excessão da Lady Gaga, claro!muito ruim haha

besos

Péricles Carvalho disse...

outro dia eu fui comentar nesse post e meu pc deu pau... de qlqr maneira expressei via twitter que tinha curtido muito sua retrospectiva musical da década.

realmente tudo faz muito sentido pra mim... só retiraria Avril e Britney. A última talvez por ter tido contato antes de 2000 (ao menos é o que eu acho), e Avril pq nao gosto dela... huahaha


cássia eller, Cansei de ser sexy, coldplay e Keane foram boas escolhas...


ah, é claro... pra fechar a década... Gaga! nem gosto tanto assim dela, mas é "performaticamente falando" um máximo!

bjs